Sábado ganhamos uma hora a mais de sono. Acabava assim o horário de verão. No domingo, logo às 6h estávamos em pé, começando a se trocar para a prova que aconteceria logo mais. Às 7h, estávamos prontos para a buzina de largada. O local? Boiçucanga (São Sebastião). Magia pura. Para mim, é a corrida mais bonita e divertida de todo o circuito de montanha.
A prova que teve 12 km, começou com um trecho de 800m de areia bem fofa. E, apesar do horário bem cedo, o sol já estava forte. Um teste para todos.
A corrida tem uma altimetria menor com relação à outras provas do campeonato paulista, porém, tem trechos que só existem nela. A travessia do Rio Boiçucanga e depois o trecho de quase 1km que se corre dentro dele, são pesados, mas refrescantes também.
A prova cruza vários terrenos mesclando o piso entre asfalto, areia, cascalho, grama e subidas pesadas. Mas o pior – por incrível que pareça – foi a descida. Nem todo santo ajuda a descer, é o que se aprende em Boiçucanga. A paisagem no fim da subida era linda. Avista-se a praia de Boiçucanga e a praia Brava. Dava vontade de ficar por lá, curtindo o visu, a vibe, o dia maravillhoso. Mas ainda faltavam 2km para terminar a prova. E é uma corrida. Portanto, nada de parar. Ai veio a famigerada descida.
Olha, não existe nada igual mesmo. De todas as provas e conversas que tive com corredores experientes, todos declaram que esta é a pior descida do Brasil.
Passado isso, acelerei até voltar novamente ao trecho de asfalto da cidade e cair na viela da ida (por acaso a rua do hotel que ficamos). Lá já vi a praia e a areia fofa de novo.
Calor! Quente pacas. Patinava na areia, correndo sem sair do lugar. Parecia um sonho. Ou um pesadelo hehehe. Fui para a beira da praia onde a areia era mais dura e até as ondas ajudavam, molhando e refrescando um pouco mais. Ouvi o locutor falar meu número de peito e fui para o fim da prova, fechando em 1h25. Não consegui tirar os 5 minutos que eu queria, mas fiquei muito feliz com o resultado, com a prova e com o ambiente.
Esperei a Glau chegar e voltamos para o hotel, para ficar relaxando na piscina e na praia. Ô dureza!

Na largada

A Glau, sempre linda.
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