Paranapiacaba 2012

26 03 2012

A terceira etapa do campeonato de Corridas de Montanha foi na histórica Paranapiacaba. A cidade, com um ar londrino por causa do seu nevoeiro, de seus trens e de seus fundadores. Mas hoje, ela é a cidade de quem gosta de aventura. Bikers, corredores, jipes e motos de cross. Todos se encontram e tentam dividir as trilhas da região.

A corrida esse ano teve o percurso curto (9km) com largada no mesmo ponto do percurso longo (12km). A diferença foi de 30 minutos, entre uma largada e outra. Isso ajudou um pouco mais a dispersão mas sempre formam-se filas nas trilhas mais fechadas.

A prova de Paranapiacaba era uma que eu não gostei em 2011. Inclusive, quase desisti de correr montanhas por causa dessa prova. Mas insisti e em outras etapas veio a certeza de que corre-se diferente em montanha. É difícil, é prazeroso… é diferente.

Já nesse ano de 2012, Paranapiacaba foi só a terceira etapa. Acho que deu para se preparar mais. Mentalmente.

Comparando com o ano passado, foi o mesmo tempo praticamente.

Até o caminho de casa para lá acertamos de primeira. Fizemos a escolha certa e tudo rolou numa boa.

O trajeto era o mesmo. Mas o percurso estava completamente diferente. Loucura? O clima muda e faz com que tudo mude. O rio ficou maior e mais fundo, a lama maior e mais escorregadia, a trajeto mais estreito e com mais árvores caídas e obstáculos naturais. Mas mesmo assim, curti a prova. Fiz tranquilo e acabei praticamente no mesmo tempo que fiz no ano passado. 1h40 de prova.

A distribuição de água, frutas e isotônico foi acertada. Comi melancia e bebi gatorade num ponto. No restante fui embora pois estava com o camelbak. Ele ajuda bastante. Incomoda só no começo quando está muito cheio.

No geral, a prova foi show. A vila de Paranapiacaba deixou boas lembranças dessa vez, alguns machucados nas minhas pernas, muita sujeira nas roupas e nos tênis e a vontade continuar e acabar a mandala de 2012.

Dados da corrida.

Paranapiacaba 2012.

Nós, após a chegada.





Boiçucanga. It’s a kind of magic!

1 03 2012

Sábado ganhamos uma hora a mais de sono. Acabava assim o horário de verão. No domingo, logo às 6h estávamos em pé, começando a se trocar para a prova que aconteceria logo mais. Às 7h, estávamos prontos para a buzina de largada. O local? Boiçucanga (São Sebastião). Magia pura. Para mim, é a corrida mais bonita e divertida de todo o circuito de montanha.

A prova que teve 12 km, começou com um trecho de 800m de areia bem fofa. E, apesar do horário bem cedo, o sol já estava forte. Um teste para todos.

A corrida tem uma altimetria menor com relação à outras provas do campeonato paulista, porém, tem trechos que só existem nela. A travessia do Rio Boiçucanga e depois o trecho de quase 1km que se corre dentro dele, são pesados, mas refrescantes também.

A prova cruza vários terrenos mesclando o piso entre asfalto, areia, cascalho, grama e subidas pesadas. Mas o pior – por incrível que pareça – foi a descida. Nem todo santo ajuda a descer, é o que se aprende em Boiçucanga. A paisagem no fim da subida era linda. Avista-se a praia de Boiçucanga e a praia Brava. Dava vontade de ficar por lá, curtindo o visu, a vibe, o dia maravillhoso. Mas ainda faltavam 2km para terminar a prova. E é uma corrida. Portanto, nada de parar. Ai veio a famigerada descida.

Olha, não existe nada igual mesmo. De todas as provas e conversas que tive com corredores experientes, todos declaram que esta é a pior descida do Brasil.

Passado isso, acelerei até voltar novamente ao trecho de asfalto da cidade e cair na viela da ida (por acaso a rua do hotel que ficamos). Lá já vi a praia e a areia fofa de novo.

Calor! Quente pacas. Patinava na areia, correndo sem sair do lugar. Parecia um sonho. Ou um pesadelo hehehe. Fui para a beira da praia onde a areia era mais dura e até as ondas ajudavam, molhando e refrescando um pouco mais. Ouvi o locutor falar meu número de peito e fui para o fim da prova, fechando em 1h25. Não consegui tirar os 5 minutos que eu queria, mas fiquei muito feliz com o resultado, com a prova e com o ambiente.

Esperei a Glau chegar e voltamos para o hotel, para ficar relaxando na piscina e na praia. Ô dureza!

Na largada

A Glau, sempre linda.





São Sebá 2012 – A próxima escalada

6 02 2012

Será, 26 de fevereiro, com largada as 7 da matina a prova de Boiçucanga. Uma das melhores que já corri. Percurso técnico mas onde dá para baixar bem o tempo.

Quero tentar nessa prova tirar 20 minutos da minha última etapa, quando fechei s 12k com 1h e 40 min.

Tô preparado mas na ansiedade.

Minha única ressalva, não só para essa corrida, mas todas as outras de montanha, que tem como data da largada da prova o domingo, é a falta de descanso no dia seguinte. Pô Fábio (presidente do Corridas de Montanha e brother): volta a colocar as provas no sábado. Pelo menos no segundo semestre. Ou em 2013. Que seja hehe. Em Mairiporã, fiquei só o pô. Mas feliz.

No mais, que chegue logo o dia 26. Antes, uma passada em Itu/SP, no circuito Ravelli de Mountain Bike e no dia anterior correr os 10k comemorativos do aniversário da cidade. Ufa!

O percurso de São Seba - 12 km





A escalada final de 2011. São Bento do Sapucaí.

31 10 2011

Nem deu para desfazer as malas direito de Maresias. E seguimos para outra viagem.

Porque ir para outra corrida, sem mencionar a aventura que foi Bertioga/Maresias, seria um sacrilégio.

Agora, quando a outra corrida é uma prova de montanha noturna, em São Bento do Sapucaí, onde o objetivo é chegar até a Pedra do Baú e voltar, ai a coisa muda de figura. Saimos do nível do mar na semana passada, e escalamos quase 1700 metros. Foi muito bom essa variação.  A gente ainda estava vivendo a corrida anterior, a praia e caímos nessa outra prova, campos vastos, montanhas sem fim, e uma paisagem totalmente diferente da semana passada. Ambas lindas. Ambas em São Paulo. Incrível isso.

A largada foi as 20 horas. Era a prova final do campeonato paulista de corridas de montanha 2011. Corremos todas as provas esse ano. Eu fiz todas as provas longas (12 km ou 24 km) e a Glau variou, com 2 provas de 6 km (estava com o dedo quebrado) e todas as outras iguais. Foi assim que corremos os mesmos percursos. Mesmo nos curtos, quando bifurcava para cada um seguir seu trajeto.

Voltando à prova, logo no início, começava uma subida. Leve, depois moderada, depois pesada e logo passou a ser interminável. Inacreditável, mas foram 5 km de subida pesada, com pedras, pó e escuridão. Se não fossem as lanternas e os dois pontos de água, um seguido do outro a gente tinha definhado lá. A Glau fica muito ansiosa em todas as provas, qualquer que seja. E o começo sempre é pior.

Agora, nessa prova, onde o começo já foi extremo, ela disse que só não parou por que estávamos correndo juntos, e eu tinha o camelbak para dividir. Ela tinha as garrafinhas no cinto mas fica tão tensa que esquece de beber. No km 4 dei uma disparada e fiquei esperando ela ao lado de um staff, no alto do morro. Estava demorando muito cada trecho e isso estava me cansando a menteEla chegou, tomamos um gel, mais água e seguimos o percurso. Alguns pontos tinham somente um barbante indicando o caminho, em outros as bandeirinhas e uns bastões refletivos, mas bem pequenos. Era difícil de ver mas fazia parte da aventura.

Começamos a pegar a trilha que fazia a descida para a cidade. Ela ainda estava pequena, somente se avistavam as luzes ao longe e o traçado das ruas. Mas nem dava para olhar muito porque a descida era muito forte, cheia de buracos, valas e muitas pedras escorregadias. Estava fácil né.

Ao fazer um curva, já na descida, gritei para a Glau ir com cautela. Ela ainda estava no alto do morro. Mas dava para ouvir porque o silêncio lá era grande. Ela respondeu e eu aproveitei para acelerar. Vi que ela estava mais confiante e o caminho agora era só descer. Mesmo não sendo fácil, dava para ir.

Alguns relâmpagos já brilhavam no céu e clareavam a trilha. Mas se a chuva chegasse seria um tormento. A temperatura estava boa, mas ainda faltava chão. Melhor se não chovesse mesmo.

Nos 2 kms finais, eu estava fazendo abaixo de 5 min/km. Passei algumas pessoas e ninguém mais me passou. Na cidade, as pessoas batiam as panelas e a criançada nas ruas aplaudiam. Putz força dava aquilo. Muito bonito e emocionante.

Já tinha dado 12km no relógio e nada de chegada, quando comecei a avistar a igrejinha, os cones, o pórtico, a galera gritando… pronto cruzei a reta final. Tive picos de tempos: um dos piores e um dos melhores por quilómetro na mesma corrida. Ai, pega a medalha, come melância, cumprimenta a galera e fico aguardando a Glau. Ela chegou bem, isso foi o mais importante. E sem chuva!

Essa prova foi a mais técnica do campeonato. Não foi a mais longa – Extrema teve 24km –, mas foi uma das provas inesquecíveis de se correr.

Os pontos de água estavam no local certo. Foi bem inteligente ter colocado 2 pontos, um seguido do outro na subida de 5 km, e muito boa a variedade de hidratação na chegada com frutas, isotônico, arroz-doce e água. Os resultados sairam logo na sequência, sendo fixados no mural e a prova, para nós, foi mais uma lição de respeito ao meio ambiente e ao próprio corpo. Na montanha você precisa refletir sobre você mesmo, como está, como treinou e até onde aguenta. Assim, tudo acaba bem.

Para falar de São Bento vou começar pelo caminho até lá. Parece aquelas estradinhas de filme, bem arborizadas, curvas fechadas, mas bem sinalizada. Você cruza Pinhal para ir até Snao Bento. Chegando lá, foi fácil achar nossa pousada.

Outra surpresa. Normalmente as fotos enganam. Não foi diferente. O que espantou foi que a foto, era pior do que a pousada realmente é. Muito bonita. Um quarto grande, lareira, frigo, tudo bem arrumado. Além disso, piscina, sauna… pô tava até pensando em não correr mais.

Depois da corrida fomos comer um lanche na cidade. Num Massuiama de lá (lanchonete de Duartina/SP). Lanche do interior sempre é bom. e lá não ficou devendo. A chuva que ameaçava na corrida chegou. Forte. Esperamos o máximo que deu. Até a dona da lanchonete ia ligar apara o táxi da cidade, mas a gente viu que diminuiu um pouco e fomos. 20 metros para frente a chuva apertou e, mesmo estando perto da pousada ficamos ensopados. Mas valeu. Lavou a alma. E fechou o final de semana. Muito bom!

As próximas provas não estão definidas mas provavelmente sejam VW Run (corrida da Volkswagen) ou a etapa final da Athenas. Ambas em novembro. Dezembro será a vez da São Silvestre, mais uma vez. Dessas três, só duas provas e chega, por esse ano, claro.

Glau na pousada.

Bicudos em ação.

A casinha da princesa. kkk

Zangado Grrrrrr!

São Bento, respira arte, cultura, mosaicos e simpatia.

Não, não foi aqui que lanchamos rsrs

Que beleza!

Bem antes da prova, pegando os kits

Pronto, agora é só correr.





Corrida das Torres – Bertioga / SP

8 09 2011

Essa corrida foi muito divertida.

O visual é demais. O local de difícil acesso e ainda estava em obras. Mas valeu ter ido.

Estávamos preparados. Eu, voltando de uma febre com gripe, mas estava melhor. A Glau falou para eu não forçar e correr do lado dela. Eu iria mesmo. Estava ainda com a garganta ruim e o tempo estava muito seco.

A largada foi um pouco depois das 14h30. Estava quente, mas na sombra você sentia frio. A adrenalina subia conforme os quilômetros passavam. Começava o traçado com terra, algumas curvas e subidas.

Logo adentramos na mata. Subidas mais fortes e riachos para cruzarmos. Dava uma refrescada. A água, clarinha e a paisagem muito bonita.

A corrida passava pelo bairro do Caruara, na divisa entre Santos e Bertioga. Várias pontes curtas cortavam o local e nós atravessando elas.

A corrida estava terminando e eu resolvi dar um pique para ultrapassar alguns corredores a minha frente. Consegui! E a Glau, também. Passou mais algumas pessoas e não foi deixada para trás por mais ninguém.

No final, Gatorade, medalha e um caldinho de feijão distribuído a todos corredores.

Corrida das Torres – Bertioga / SP by acarvalho00 at Garmin Connect – Details.

Porto do Caruara. Santos/Bertioga. Corrida das Torres 2011

Pouco antes da largada.

Lama!

Quase terminando.

Subindo a pedreira, rumo as torres.

Um começo de cachoeira

Pra água!

Diversão