Começou a temporada Paulista de Montanhas. 1ª etapa Mairiporã, no Pico do Olho d’água.

30 01 2012

Havíamos programado essas provas de montanha desde o fim de 2011, quando lançaram o novo calendário no site Corridas de Montanha. Faríamos todas as incrições adiantadas, como estamos fazendo. Assim programar-se para viajar, retirar kits etc, ficaria muito mais fácil.

O que não foi fácil foi esperar até o dia 29 de janeiro. Acho que há mais de 1 mês estávamos inscritos. Eu ficava todo fim de semana pensando em retirar o kit e correr no outro dia. Ainda bem que a Glau, nesse ponto, é mais controlada.

Enfim, chegou o dia 28, e fomos até a Mundo Terra. Lugar lotado de marcas e equipamentos para esportes radicais. Calças, mosquetão, cordas para escaladas (eu deveria ter comprado isso para Mairiporã), tênis, meias… ufa, ainda bem que a carteira ficou em casa. Do lado dessa loja, ainda tinha a Bike Tech Pinheiros, paraíso dos bikers. Que pena que tava sem a carteira… kkk.

Dia 29, acordamos cedo e nos despedimos da minha irmã e cunhado, que haviam voltado de viagem de Portugal/Espanha e ficaram aqui 2 dias. Iriam viajar de novo naquela mesma manhã, mas dessa vez para a casa deles, Duartina.

Chegamos em Mairiporã e parei o carro dentro do Clube de Campo, onde sempre paro para pedalar com a Tribo do Pedal Selvagem. Fomos até a largada, e vimos bastante gente conhecida. Ai encontramos minha cunhada, a irmã da Glau e o marido dela, o Alê. Demos a largada próximos, mas logo nos separamos.

A corrida nos primeiros 500 metros já pegava uma subidinha de paralelepípedo. Sorte não estar chovendo ou escorregaríamos lá mesmo. Logo entramos nas trilhas e chegando próximo ao km 2, uma parada brusca. Um morro estreito e com muito barro, muito escorregadio e que um precisava seguir o outro. E assim foi, em fila indiana, um subindo e ajudando um ao outro.

Corri até aparecer, logo na frente, outro bloqueio. Esse mais casca. Com 23 minutos de prova, não havíamos corrido mais do que 2 quilómetros. E nesse pronto, ficamos parado muito tempo. Pelo menso 10 minutos. Uns tentavam subir e voltavam escorregando. Sem usar tênis para trilha, muitos pastaram na prova.

Seguimos numa single track, fria e fechada. Difícil mesmo de correr. E chegamos num ponto de apoio que tinha melancia e água. Sem copinho! Você se virava para beber a água. Como eu tava com o camelback, fui de melancia e segui, até atingir os kms 5 e 6. Esses pontos deram para correr legal. Mas foi isso.

Logo começou a subida para o Pico do Olho d’água. Trilha para uma pessoa de cada vez, subindo em zig-zag e o barrando ficando cada vez mais alto. Vertigem pura. Visual loco!

A corrida estava na metade e a trilha parecia que não tinha fim. Fechamos ela com 8km, passamos por outro ponto de hidratação e seguimos em mais lama. Logo se iniciaria a descida pelo asfalto. Muito ruim porque é bem mais dura. Estava correndo muito rápido e o pé batia com força, fazendo o dedo bater dentro do tênis. Aí mudei a passada e consegui controlar um pouco. A descida não acabava. Nesse ponto começamos a cruzar com o pessoal que correu o percurso curto (8km).

Saimos do asfalto e mais um pouco de terra batida. Já havia passado nesse local de bike, mas não em tudo. Para ajudar, mais subidas e, claro, lama! Uma micro trilha, bem fechada com um barbante, guiava o caminho. Sem isso, tinha me perdido. Tudo bem sinalizado. Em uma rampinha de uns 2 metros levei um chão. A mão ficou puro barro. No km11, achei que tudo acabaria tranquilo. Que nada!

Primeiro perdi o meu chip. Uma mulher me ajudou e achou. Ufa!

Depois começaria um trecho de descida. Mas um cano estourou. E a trilha virou uma cachoeira. Foi preciso se agarrar na grade e descer com cuidado. Muitas árvores caídas e uma descida inclinada lateral. Ai, levei quase um chãozaço! Fiquei falando sozinho no vídeo. Vou editar depois hehe.

O trecho da “cachoeira”passou. Era curto. Segui correndo por terra e logo alcancei as ruas de paralelepípedo. Estava chegando ao clube. No meu relógio já marcavam quase 12km. Com certeza a corrida daria mais do que 13km totais.

Passei por mais pessoas, por casas gigantes construídas no meio da serra, uma tiazinha me jogou água de uma sacada (sem querer) e voltei a acelerar numa subida. Tava só o pó.

No final, de volta ao centro da cidade, avistei a chegada. Diversão pura. Peguei a medalha, fui me reidratar, comer mais melancias e esperar a Glau chegar.

Valeu. Agora, Itu (corrida e bike) e Boiçucanga (montanha).

Mairiporã - Eu, Glau e Paula

Mairiporã - Alexandre, Glau e Paula